quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Deus é bom, e nos dá coisas boas.

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A benevolência de Deus é insondável, não há nada que se compare. Lembro-me da minha infância quando pedia algo aos meus pais, eles julgavam seguindo o critério do amor, mesmo que naquela época eu não fosse capaz de entender. Mas hoje, ainda jovem, mas adulto, posso entender que tudo que eles me negaram foi para o meu bem, até mesmo aquelas coisas que eu mais desejava. Os pais sabem - pelo menos a maioria deles - que não se pode satisfazer todos os caprichos de uma criança, pois isso dilata o ego da criança e interfere em uma série de fatores que serão expostos na vida adulta, como a dificuldade de aceitar ouvir um "não" e o pesar de ter que lhe dar com trabalho e estudo, dentre outros. Mas, lembro-me também que algumas coisas meus pais me davam, sem nem mesmo eu precisar fazer birra, talvez eles julgassem certo, e faziam-me alguns mimos.
"Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!"(Lc 11, 13) Isto disse Jesus no Evangelho que meditamos hoje (10/10/2013), mas reflita: será que estamos dando coisas boas a nossos filho? - Eu não tenho filhos, talvez você também não- mas mesmo assim reflita, como futuro pai ou mãe ou como futuro padre ou religioso(a) celibatário(a). O que temos ensinado? O que iremos, ou o que temos para ensinar à próxima geração depois de nós?
Infelizmente, hoje, quando os filhos pedem felicidade, os pais os dão bens materiais, e lhes proporcionam uma falsa felicidade, que ao invés de dar vida, mata. Que ao invés de educar, transforma-nos em idiotas, que têm preguiça de pensar, que não exercitam o poder do raciocínio. Mas Deus não cansa de amar, e não deixa de ser bom, mesmo com nossa maldade, pois Ele é fiel. Quando pensamos que o mundo está perdido nos aparece pessoas como Madre Tereza de Calcutá, Beato João Paulo II, São Padre Pio, Bento XVI, o Papa Francisco e muitos outros, estes que são presença de Deus no mundo, trazendo paz e esperança a nossas famílias. São eles apóstolos do Espírito Santo, testemunhas da revelação do Cristo Senhor, consolo dos humildes e martelo para os hereges.
Deus sabe dar coisas boas, pois Ele é bom e Sua bondade não tem fim, nos concede o Espírito Santo conforme nossa necessidade e nos ensina a trilhar nosso caminho nesse mundo. Cabe a cada um de nós saber aproveitar as bondades de Deus e observar os sinais dos tempos.

YOUCAT - As Sagradas Escrituras, a carta do amor de Deus para nós

 
Para melhor entender este texto leia no YOUCAT, da pergunta 14 a 19; se possível o documento Dei Verbum do Concílio Vaticano II, especificamente o parágrafo 11; e o Catecismo da Igreja Católica nos parágrafos de 101 a 141 .
Sabemos que a Sagrada Escritura é o maior documento e prova da revelação divina para nós cristãos, pois nela estão escritas as leis, ensinamentos, exortações, os milagres e prodígios do Senhor e muitas outras coisas que são para nós um alimento de fé.
“Os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus, para nossa salvação, quis que fosse consignada nas sagradas Letras. Por isso, «toda a Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar, para corrigir, para instruir na justiça: para que o homem de Deus seja perfeito, experimentado em todas as obras boas» ( Tim. 3, 7-17 gr.).”(Dei Verbum, 11).
A Bíblia não caiu pronta do céu, nem Deus a ditou a escritores inconscientes, mas “para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusesse por escrito, como verdadeiro autor, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria.” (Dei Verbum, 11). Os livros presentes na Bíblia são de inspiração do Espírito Santo que, usando de seus profetas, reis, sacerdotes e apóstolos, escreveu os 73 livros que de principio tiveram de ser aceitos pela Igreja Católica, existindo assim um consenso entre as comunidades cristãs do século IV para que fossem fixados no Cânone das Sagradas Escrituras.
É importante lembrar que a Bíblia (do grego biblios = livro), apesar de ser tantas vezes usada como livro histórico, não transmite uma precisão a cerca da história e nem de conhecimentos científico-naturais, pois cada autor vivia conforme seu tempo e de acordo com o modo de viver do povo judeu da época. Mas tudo aquilo que nós seres humanos precisamos saber acerca de Deus está, sem dúvida, descrito nas Sagradas Escrituras desde a criação às primícias da Igreja. É na bíblia que o Senhor Se revela amoroso e compassivo, por isso “A Bíblia é a carta do amor de Deus dirigida a nós.” (Sören Kierkegaard, filósofo).
Por ser então a Escritura uma carta de amor, devemos acolher seus textos com muito zelo e amor, pois se você ao escrever uma carta para alguém com muito carinho, soubesse que este alguém desprezou suas palavras, certamente não ficaria feliz. Saiba que Deus também não fica feliz quando desprezamos ou zombamos de Suas palavras, pois assim como um jovem apaixonado escreve cartas de amor para sua amada, Deus escreveu cada letra pensando em cada um de nós de forma pessoal, com e por amor. “Portanto devemos ler as Sagradas Escrituras com a mesma fé viva da Igreja em que elas surgiram.” (YOUCAT, 16).
No Antigo Testamento (do latim testametum = legado), que é formado por 46 livros, Deus Se mostra como o Criador de tudo que existe e como guia, sustento e educador do mundo. Nele o Senhor começa seu plano de salvação para nós, que se cumpre no Novo Testamento.  Além disso, os livros da Antiga Aliança são de grande riqueza em orações, profecias, ensinamentos e também nos salmos que são usados ainda hoje nas orações e celebrações diárias. “A Igreja sempre rechaçou vigorosamente a ideia de rejeitar o Antigo Testamento sob o pretexto de que o Novo o teria feito caducar.” (CIC 123).
Nos primeiros séculos cristãos surgiu na Igreja uma seita que foi denominada de marcionismo, estabelecida por Marcião de Sinope (110 - 160 DC), que seguia preceitos e ideologias gnósticas. Esta doutrina logo se espalhou pela Ásia Menor e antiga Roma, mas foi considerada herética e seu fundador foi excomungado no ano de 144 DC. A seita rejeitava o Antigo Testamento e o julgava como ultrapassado, assim, pregando a existência de dois deuses distintos, um no antigo e outro no novo testamento. É importante que nós, Cristãos de hoje, conheçamos tais episódios para que não caiamos na mesma heresia que Marcião, pois há um só Deus e uma só escritura que é composta por Antigo e Novo testamentos.
O Novo Testamento, por sua vez, é composto por 27 livros que vêm completar aquilo que estava no antigo. É nele que estão os quatro evangelhos, que são o coração da Sagrada Escritura, pois é ai que Deus se mostra como é, e como veio ao nosso encontro no Seu Filho. Os Atos dos Apóstolos mostram aquilo que era a Igreja primitiva que vivia na caridade e na potência do Espírito Santo. As cartas apostólicas vêm como reflexo da luz de Cristo para iluminar o homem em todas as suas dimensões. E, finalmente, o Apocalipse de São João nos ajuda a antever aquilo que será o fim dos tempos.
“Toda a Escritura divina é um único livro, e este livro único é Cristo, já que toda Escritura divina fala de Cristo, e toda Escritura divina se cumpre em Cristo.” (Hugo de São Vitor, Noe 2,8 In CIC 134). Nesta frase tudo se resume e, mais objetivo ainda foi São Jeronimo ao dizer: “Desconhecer a Escritura é desconhecer Cristo.” Ou seja, para conhecer a Jesus é necessário fazer a experiência da leitura e meditação dos Sagrados textos Bíblicos, tentando assim escutar a voz do próprio Cristo, pois como São Francisco de Assis disse: “Ler a Sagrada Escritura significa pedir o conselho de Cristo.” Aí então, voltamos àquela carta de amor, onde o autor não só ama, mas educa, ensina e fortalece, pois Jesus é sem dúvida o maior conselheiro para qualquer situação.
Para a Igreja de Cristo as Sagradas Escrituras são tão Sagradas e importantes como a Eucaristia, pois ambos alimentam e dirigem a vida daqueles que comungam da palavra e do corpo e sangue do Senhor. Na Santa Missa, primeiro temos a partilha da palavra na mesa que é chamada ambão e depois a partilha do pão da vida na mesa do altar. Em ambos nos encontramos com Cristo, mas os dois se completam e geram em nós uma perfeita comunhão.
Portanto, vivamos o que nos é proposto pela palavra de Deus e comunguemos dela com ardor e amor, esperando e confiando sempre que Deus irá nos falar algo e dar-nos uma mensagem de amor e de paz, pois “A Sagrada Escritura não é algo que pertence ao passado. O Senhor não fala no passado, mas no presente; ele fala conosco hoje, dá-nos a Luz, mostra-nos o caminho da Vida, concede-nos a comunhão, e, assim, prepara-nos e abre-nos para a Paz.” (Bento XVI, 29.03.2006).
Tua Palavra é lâmpada para os meus pés, e luz para o meu caminho” (Sl 118,105).


Bibliografia:
Catecismo da Igreja Católica, Vaticano, 1992.
Concílio Vaticano II, documento Dei Verbum, Roma, 1965.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Santo Rosário e sua importância


"A oração é um impulso do coração" (Santa Terezinha do Menino Jesus). O terço é uma oração que nasce do coração da Igreja, em honra da bem-aventurada virgem Maria, e em louvor a Deus pelo que Ele fez nela. O terço é uma oração contemplativa de louvor e súplica ao mesmo tempo, que nos proporciona uma paz interior e uma intimidade profunda com Deus.
A Ave-Maria é uma oração genuinamente católica, que tem sua fundamentação nas sagradas escrituras e na tradição da Igreja, ou seja, está embasada nas duas colunas da fé católica. O anjo, quando apareceu à Virgem Maria, exclamou: "Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco." (Lc 1, 28), então o plano da salvação começava a se cumprir, ou seja, quando proclamamos, "Ave Maria", fazemos memória da anunciação, onde Deus colocava em prática Seu plano grandioso. O anjo é representante direto do Altíssimo, e declarou que Maria é cheia de graça, ou seja, o próprio Deus a declarava. Ela é cheia de graça não por sua própria virtude, mas pela graça do Espírito Santo, que a cobriu com Sua sombra. Quando o anjo diz que o Senhor está com Maria, ele mostra que a obra realizada nela, não é obra humana, mas obra divina. Que era o próprio Deus que agia nela, e que ela não estava sozinha. Após a anunciação Maria subiu as montanhas para visitar sua prima Isabel, que havia concebido um filho em sua velhice. Quando Maria chegou, Isabel ficou cheia do Espírito Santo, e proclamou pela ação do Espírito: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é fruto do teu ventre Jesus" (Lc 1, 42).
A segunda parte da oração é dogmática, é o dogma da santidade de Maria, quando a proclamamos "Santa Maria". Dizemos que ela é mãe de Deus, porque Jesus é Deus, e ela é Sua mãe, ou seja, não é por mérito da virgem, mas do ente divino que nasceu dela. E clamamos sua oração por nós, em todas as circunstancias, "agora e na hora de nossa morte." Amém.
 A contemplação do terço ou rosário nos proporciona uma abertura explícita ao evangelho, pois é um resumo dele. Os mistérios são dispostos de forma que, a oração, nos proporcione uma reflexão segmentada da revelação divina de Deus em Jesus Cristo, desde a concepção à coroação da virgem Maria no céu ao lado de seu amado Filho. O Papa Leão XIII escreveu duas cartas encíclicas sobre o santo Rosário que é de grande importância para nós católicos, principalmente neste mês do rosário e das missões, são elas a Laetitiae Sanctae e  Fidentem Piumque Animum. 
Hoje (07/10) é dia de Nossa Senhora do Rosário, a qual a devoção católica remonta ao século VIII, onde os monges irlandeses recitavam os 150 salmos, mas alguns não sabiam ler, principalmente os leigos, então os salmos foram substituídos por 150 Pai-nossos e mais tarde por Ave-Maria, e assim se espalhou. O nome rosário é referente a rosas, ou um buquê de rosas. Cada Ave-Maria que rezamos é uma rosa que damos à Nossa Senhora, assim quando rezamos o rosário inteiro, oferecemos um buquê de rosas, com amor e devoção à Virgem Santíssima.
São vários os testemunhos de pessoas que conseguiram graças pela oração do Santo Rosário, São Domingos de Gusmão convertia os hereges pela oração do Rosário, a pedido da própria Virgem Maria, por isso é chamado o Apóstolo do Santo Rosário. Certa vez um herege que zombava de Domingos e do rosário foi liberto de 15 mil demônios. Enquanto a comunidade rezava o Santo Rosário em alta voz, os demônios saiam de 100 em 100, em forma de brasas do corpo do homem, que depois abjurou todos os seus erros e se converteu.
O Santo Rosário, ou terço é muito mais que um simples adereço, ou um pingente usado por pessoas famosas, pois de que adianta usar e não rezar, o terço é feito para ser rezado e não usado como colar, de forma a alimentar as vaidades. Se nós pudéssemos compreender, assim como São Domingos, o poder que esta oração tem, certamente as igrejas seriam lotadas a ponto de não caber mais ninguém, no momento da oração, no mundo inteiro; as famílias desligariam a televisão e recitariam os santos mistérios a cada dia antes do jantar; os padres ensinariam a seus paroquianos e filhos espirituais a importância e o poder desta poderosa arma e o recitariam antes ou depois de cada missa.
Nós não podemos, jamais, como católicos, deixar de lado a oração do terço, seriamos como soldados desarmados, sem proteção nenhuma, pois o demônio tem medo daqueles que rezam o Santo Rosário e treme diante daqueles que estão de baixo do manto da Virgem, que esmagou sua cabeça. Assim como São Domingos combateu as heresias com esta oração eficaz, devemos nós, combater também as dificuldades de hoje, na simplicidade e no silêncio da contemplação do terço. Rezar o terço é aprender com Maria a ser cristão.

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

YOUCAT - Jesus é a revelação que devemos transmitir

Para acompanhar e entender melhor o texto leia as perguntas de 10 a 13 do YOUCAT.
Deus se revela de forma concreta em Cristo, e é esta também sua derradeira revelação antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor, revelação esta que está terminada, mas não explicada totalmente, por isso cabe à fé cristã compilar esta mensagem ao decorrer dos séculos. Ao passar dos tempos houveram outras revelações, que são denominadas de “revelações privadas” que tem como função ajudar os cristãos a viver a revelação do Cristo sem querer “melhora-la” ou “completa-la”, pois Deus se revelou em Jesus de forma suficiente e Ele não faz nada pela metade. Guiada pelo Espírito Santo a Santa Mãe Igreja soube durante todos estes 2000 anos e saberá discernir se tais revelações provém do próprio Cristo, de seus anjos ou de seus santos.

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O Cristo que a nós se revelou também a nós envia dizendo: “Ide, fazei discípulos de todas as nações!” (Mt 28,19), portanto “Todos os fieis participam da compreensão e da transmissão da verdade revelada. Receberam a unção do Espirito Santo, que os instrui e os conduz a verdade em sua totalidade.” (CIC 91). É importante que saibamos que a missão de evangelizar e espalhar pelo mundo a novidade do Cristo ressuscitado cabe a nós, que para isso não precisamos ser padres, catequistas ou missionários consagrados, na verdade a única coisa de que precisamos é do Espírito Santo, que nos é dado no batismo. A Beata Madre Teresa utilizou muitas vezes a seguinte metáfora: “É frequente observares os fios elétricos ao longo da estrada. Se a corrente não passar por eles, não há luz. O fio é o que somos tu e eu. A corrente elétrica é Deus. Temos o poder de deixar passar através de nós e, assim, fornecer a Luz, que é Jesus, ou de recusarmos que Ele Se sirva de nós, permitindo, com isso, que a escuridão se alastre.” E esta é nossa “missão” (do latim missio = envio), levar a luz de Cristo ao mundo inteiro não só com palavras, mas com nosso testemunho de vida.
A mensagem do evangelho chegou até os dias de hoje pela transmissão da sucessão apostólica, que é ininterrupta desde os primeiros apóstolos até os dias de hoje na Igreja Católica, em especial desde Pedro até o Papa Francisco (Papa atual, 2013). Santo Hilário de Poitiers, bispo da Igreja Antiga dizia: “A Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja, mais do que em um pergaminho.” Esta frase nos ajuda a entender que a Escritura e a Tradição pertencem-se mutuamente, ou seja, caminham juntas, e essas são as duas maneiras de transmissão segundo o Catecismo da Igreja Católica (veja no CIC, 76), que ocorreram de forma oral pela a transmissão e sucessão e de forma escrita pela Sagrada Escritura. No Concílio Vaticano II foi dito o seguinte: “A sagrada Tradição, portanto, e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim.” (Dei Verbum, nº. 9) Este documento, o Dei Verbum aborda a transmissão apostólica e a revelação divina a fundo, e pode ser encontrado neste link (Clique aqui), e no site da Santa Sé (Clique aqui), em especial no capítulo 2, assim também como o Catecismo da Igreja Católica (CIC) do paragrafo 74 ao 100, e pode ser encontrado também neste link (Clique aqui) e no da Santa Sé (Clique aqui).

Por tanto, a Igreja por conservar e fazer uso da tradição e da escritura, em sua totalidade não erra na fé. É certo que alguns membros da Igreja podem se enganar e cometer erros, mas a Igreja como um todo nunca se desviou e nunca se desviará da Verdade de Deus, pois “Cristo é a cabeça do corpo que é a Igreja.”(Col 1,18a) e se Jesus é santo por excelência, Ele é por inteiro, incluindo assim seu corpo místico do qual somos membros.
Talvez seja um pouco difícil para muitos de nós entendermos que a Igreja não erra, principalmente nesse tempo em que o relativismo proporciona a cada um uma verdade individual, e as ideologias e seus pregadores se espalham pelo mundo como lobos vestidos de cordeiros prontos para devorar qualquer um que esteja longe do Bom Pastor, Cristo Jesus. O catecismo pode nos ajudar a entender isso: “A Igreja é santa, mesmo tendo pecadores em seu seio, pois nao possui outra vida senão a da graça: e vivendo de sua vida que seus membros se santificam; e subtraindo-se a vida dela que caem pecados e nas desordens que impedem a irradiação da santidade dela. E por isso que ela sofre e faz penitencia por essas faltas das quais tem o poder de curar seus filhos, pelo sangue de Cristo e pelo dom do Espirito Santo.” (CIC, 287).

Em breve falaremos mais sobre a incorruptibilidade da Igreja e sua santidade, mas para quem quiser já saber mais sobre assunto eu indico estes vídeos do Padre Paulo Ricardo:

Que Deus ilumine a todos e até a próxima.

Bibliografia:
Catecismo da Igreja Católica, Vaticano, 1992.
Concílio Vaticano II, documento Dei Verbum, Roma, 1965.

São Francisco de Assis, reflexo de Cristo

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Francisco, o pobre de Deus, aquele que se fez pobre para ganhar os pobres, e acabou ganhando o mundo inteiro. Qual católico não é apaixonado por São Francisco? Eu duvido que exista, se existir, é por que tal pessoa ainda não conhece a história desse santo que foi instrumento de Deus para uma revolução na Igreja e na idade média. Ele, o primeiro cristão depois de Cristo, nasceu de família nobre, seu pai era comerciante e tinha o sonho de ver seu filho como cavaleiro, combatente, defensor da pátria e da Igreja. Francisco por sua vez, quando jovem, se entregava às paixões, procurando saciar a sede da sua alma nas mais imundas poças de lama, até que um dia o Bom Pastor o chamou, e o fez beber da fonte, onde a agua é límpida e transparente. Francisco ouviu a voz de Deus, e "enlouqueceu". Sim, muitos o chamavam de louco, mas eu acredito que nunca houve homem tão lúcido sobre esta terra, capaz de compreender de forma simples os mistérios evangélicos, vive-los e prega-los. Deus o disse, vai Francisco, reconstrói a minha Igreja, que está em ruínas, ele foi e pela graça restaurou a fé no coração de muitos homens, clérigos ou leigos que viviam a corrupção. Com a pobreza sua irmã Francisco se casou, esposa fiel e companheira, o acompanhava pelos mais distantes caminhos, a ponto de chegar na terra dos árabes, para combater os mouros, não com espadas, mas com amor, para assim libertar o Santo Sepulcro. Deus amou Francisco a tal ponto, que quis imprimir nele Suas marcas, deu-se assim o primeiro santo Estigmatizado da história. Francisco deixou no mundo um ar de paz, um modelo de pobreza e de verdadeiro serviço aos irmãos, louvado seja Deus pelo que Ele fez na vida deste santo.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

A Eucaristia é uma festa, não uma mera lembrança

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A missa não é um "evento social", e sim a presença real do Senhor em meio a nós. A celebração eucarística não deve ser transformada num "evento normal", porque é sempre uma "festa", disse o papa Francisco na homilia desta manhã na Casa Santa Marta, celebrando na presença do conselho de oito cardeais criado para ajudar na reforma da Igreja.
A primeira leitura (Nm 8,1-4a.5-6.7b-12) se concentrou na “memória de Deus”: a este respeito, o Santo Padre observou que o povo de Deus experimenta a "proximidade da salvação" e começa chorar "de alegria, não de tristeza"; antes disso, o povo "tinha lembrança da Lei, mas era uma lembrança distante".
Mesmo hoje em dia, todos nós "temos a memória da salvação", mas às vezes essa memória está "domesticada", "um pouco distante", quase "como coisa de museu".
Quando a lembrança se torna mais próxima, porém, ela se transforma em "alegria do povo", que "aquece o coração" e que é "um princípio da nossa vida cristã".
O encontro com a memória é "um acontecimento de salvação, é um encontro com o amor de Deus que fez história e nos salvou". É por isso que "precisamos fazer festa".
No entanto, muitas vezes, "nós, cristãos, temos medo da festa" que nasce da "proximidade do Senhor" e perdemos a "memória da Paixão do Senhor", reduzindo-a toda a uma "lembrança" ou a um "evento rotineiro".
Frequentemente, vamos à igreja como se fôssemos a um "funeral". A missa nos entedia, porque não é algo próximo. Ela “vira um evento social e não estamos perto da memória da Igreja, que é a presença do Senhor na nossa frente”, disse o papa.
Devemos, portanto, tomar o exemplo do povo de Israel (cfr. Nm 8,1-4a.5-6.7b-12), que se reaproxima da sua memória e chora, com o coração aquecido, alegre, sentindo que a alegria do Senhor é a sua força. “E faz festa, sem medo, com simplicidade”.
No final da homilia, o papa convidou: "Peçamos ao Senhor a graça de manter sempre a sua memória viva, próxima, e não domesticada pela rotina, por tantas coisas, e distante, reduzida a mera lembrança".
"A igreja tem um amor especial por aqueles que sofrem", disse dom Zimowski, lembrando a figura do papa João Paulo II, fundador do Pontifício Conselho para os Agentes de Saúde e inspirador da Jornada Mundial dos Enfermos, que se celebra todo dia 11 de fevereiro.
“São Camilo pode ser considerado o fundador de uma nova schola caritatis para os profissionais de saúde e para todos aqueles que se inclinam para ajudar o próximo que sofre", disse Zimowski. "Podemos obter do exemplo dele uma nova força para espalhar a mensagem de misericórdia e de partilha que Cristo confiou à sua Igreja".
À tarde, a peregrinação do Pontifício Conselho para os Agentes de Saúde continuou com uma visita ao Santuário do Santo Rosto de Manoppello, onde os peregrinos receberam a saudação do arcebispo de Chieti-Vasto, dom Bruno Forte.

Fonte: Zenit.org

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Novena de Santa Terezinha - Último dia - Festividade liturgica


Oração Inicial para todos os dias

Ó Deus de majestade infinita, que sois o próprio amor, Vós que quisestes ostentar os tesouros inefáveis de vosso amor misericordioso na angélica alma de Santa Terezinha do Menino Jesus, dignai-vos lançar sobre nós um olhar de misericórdia e conceder-nos as graças que pela intercessão de vossa fiel serva vos pedimos.
Ó Maria, Mãe Imaculada de Jesus, vós que sorristes a Teresinha na manhã de sua vida e a cercastes até seu último suspiro de vossa proteção especial, rogai por nós e guardai-nos em vosso Coração materno. Assim seja.

 

9º Dia

Santa Terezinha, que como águia real pairastes sempre nas regiões do alto, bem longe desta terra de misérias,pedindo ao vosso Deus que "as criaturas nada fossem para vós e vós nada para elas", obtende-nos a graça de um perfeito desapego de tudo o que passa e fazei que, embora exilados neste vale de lágrimas tenhamos "nossa conversão no céu" até que convosco eternamente cantemos as misericórdias divinas. Assim seja.

Pai nosso...
Ave Maria...
Glória ao Pai... 

 

Oração final para todos os dias

Oh! Angélica Terezinha, que tanto amastes ao próximo até desejardes "passar vosso céu fazendo o bem na terra", ouvi as humildes súplicas que vos dirigimos e fazei cair sobre nós uma "chuva de rosas". Ah! amável Santinha, ensinai-nos a amar o Bom Deus como O amastes, fazendo parte da "legião de pequeninas vítimas dignas do Divino Amor", até que, caídos os véus da fé, possamos gozar "face a face" daquele Deus que vos cumulou de suas mais ternas carícias. Assim seja.

Oração para o dia da festa
Ó Santa Terezinha do Menino Jesus, branca e mimosa flor de Jesus e de Maria, que embalsamais o Carmelo e o mundo inteiro com vosso suave perfume, atraí-nos e convosco correremos em seguimento de Jesus, nosso Deus único bem, no caminho da renúncia, do amor e do abandono.
Ó Santa Terezinha, fazei-nos simples e dóceis, humildes e confiantes para com nosso Pai do Céu. Ah! não permitais que O ofendamos pelo pecado, que O contristemos pela desconfiança! Assisti-nos em todos os perigos e necessidades; socorrei-nos em todas as aflições; alcançai-nos todas as graças espirituais e temporais, particularmente (coloque aqui suas intensões); valei-nos na vida e na morte. Ó Santa Teresinha, lembrai-vos que prometestes passar o vosso Céu fazendo bem à terra, sem descanso até ver completo o número dos eleitos. Ah! cumpri em nós vossa promessa: sede nosso Anjo protetor na travessia desta vida e não descanseis até que vos vejais no Céu cantando ao vosso lado eternamente as ternuras do Amor misericordioso do Coração de Jesus. Amém.