quinta-feira, 31 de outubro de 2013

México: o papa aprova as fórmulas sacramentais nos idiomas tseltal e tsotsil



Acaba de chegar de Roma a aprovação do papa Francisco para as fórmulas sacramentais nas línguas tseltal e tsotsil, faladas por povos nativos do México, para o batismo, a confirmação, a missa, a confissão, a unção dos enfermos, o matrimônio e a ordenação sacerdotal.
As fórmulas são as palavras centrais de cada sacramento, essenciais para a sua validade. Por exemplo, a do batismo é “Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Para a consagração da eucaristia na missa, é “Tomai e comei, este é o meu Corpo, que será entregue por vós”.
O bispo Felipe Arizmendi Esquivel, de San Cristóbal de las Casas, no sul do México, explica em uma nota enviada a ZENIT que "esta aprovação é um reconhecimento do trabalho que fizemos para ter uma tradução aprovada pela Igreja para o tseltal, idioma que só é usado na nossa diocese, por quase meio milhão de pessoas, e para o tsotsil, que também é falado aqui e na arquidiocese de Tuxtla Gutiérrez por mais de 350 mil indígenas".
“Durante longos meses”, continua a declaração do bispo de San Cristóbal de las Casas, “equipes de tradutores de ambas as dioceses trabalharam intensamente na tradução dos textos litúrgicos para essas línguas”.
Em três ocasiões, representantes da Conferência Episcopal Mexicana, especialistas em bíblia, liturgia, doutrina da fé e cultura, revisaram as traduções e a sua fidelidade ao texto oficial. Depois, os textos foram apresentados e aprovados por unanimidade em assembleias plenárias do episcopado. Finalmente, foram enviados para as Congregações do Culto Divino e da Doutrina da Fé, em Roma, para o seu reconhecimento.
O bispo Arizmendi relata que "depois de todas estas revisões, a última palavra era do papa, que deveria dar a aprovação definitiva. E o papa Francisco aprovou. Isto é uma grande alegria e uma grande esperança para os nossos povos originários, porque dá a eles a confiança de que o seu idioma é reconhecido pela Igreja e pode ser usado nas celebrações com toda a tranquilidade, tanto no doutrinal quanto no cultural. As demais traduções do rito ordinário da missa e dos sacramentos estão passando por um processo semelhante, mas para elas não será necessária a aprovação do papa. Basta a aprovação da Congregação para o Culto Divino, que já está estudando as traduções".
O bispo também conta que, na semana passada, coordenou a V Oficina de Cultura Náuatle na paróquia de Naupan, na serra norte do Estado mexicano de Puebla, com a participação de 42 pessoas, quase todas falantes do náuatle, a maioria indígenas dessa etnia. "Em representação do episcopado mexicano, eu coordenei as oficinas que têm como objetivo traduzir a bíblia e os textos litúrgicos para esse idioma indígena, que é o mais falado no país (um milhão e meio de pessoas) e que foi usado pela Virgem de Guadalupe quando ela apareceu na colina do Tepeyac", explica o prelado.
"Já traduziram o pai-nosso, a ave-maria, o credo e as respostas mais comuns da missa. É um incentivo para os outros idiomas do país e do nosso continente, porque o nosso povo tem o direito de viver as celebrações litúrgicas na sua própria cultura e de esperar que a Palavra de Deus chegue aos fiéis na sua própria língua".
Dom Arizmendi recorda que o papa Francisco, ao se dirigir ao episcopado brasileiro, afirmou que é necessário “consolidar os resultados conseguidos na área de formação de um clero autóctone, para termos sacerdotes adaptados às condições locais e, por dizer assim, fortalecer o ‘rosto amazônico’ da Igreja”.
A declaração destaca que "esse rosto amazônico requer tanto um clero autóctone quanto traduções para os idiomas dos povos originários. Sem este passo, não somos uma Igreja realmente católica, pois deixamos de incluir muitos povos que Deus colocou nessas terras. Em Aparecida, expressamos: ‘Como Igreja, que assume a causa dos pobres, encorajamos a participação dos indígenas e dos afro-americanos na vida eclesial. Vemos com esperança o processo de enculturação discernido à luz do Magistério. É prioritário fazer traduções católicas da bíblia e dos textos litúrgicos para os seus idiomas. É necessário, igualmente, promover mais as vocações e os ministérios ordenados procedentes dessas culturas” (DA 94).

Para finalizar, o bispo mexicano incentiva "quem presta o seu serviço pastoral em comunidades aborígenes a se empenhar para que a bíblia e a liturgia se tornem acessíveis nos idiomas originários".

Fonte: Zenit.org

Brasil: Câmara dos Deputados realiza palestra sobre a valorização da família


A Câmara dos Deputados, em Brasília, realizou na manhã de hoje (30) uma palestra, que teve como convidado principal o padre Paulo Ricardo de Azevedo, da Arquidiocese de Cuiabá (MT).
Com o tema “A Família no Centro da Política – Desafios, perspectivas e ações”, a palestra contou também com a presença do professor Felipe Nery, diretor do colégio São Bento, em São Paulo, e do deputado Marco Feliciano (PSC), da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Padre Paulo Ricardo abriu o encontro falando dos desafios que a família cristã enfrenta hoje no Brasil. Entre seus argumentos ele citou a ideologia de gênero, o feminismo e o marxismo cultural implantado hoje na sociedade. “O que eu estou fazendo aqui hoje é simplesmente prestando um serviço ao povo brasileiro. Não estou aqui como padre, não estou aqui como pregador, não estou aqui como católico, estou aqui como um brasileiro que estudou essas coisas para dizer a outros brasileiros que há pessoas que dedicam as suas vidas pela destruição da família. Nós cristãos precisamos sair da nossa zona de conforto, senão a família não será salva”, alegou o padre Paulo Ricardo.
O professor Felipe Nery enriqueceu o encontro com uma projeção de slides, apresentando dados sobre a educação e os educadores no Brasil. Ele falou das políticas públicas e inúmeros projetos que tramitam no Congresso Nacional, entre ela as leis referentes ao ensino integral para crianças no Brasil. “Se o pai e a mãe tem condições e querem estar com seus filhos, o governo não pode proibi-los. Não podemos ser ingênuos e achar que isso é um benefício para a sociedade, porque os resultados nos países que implantaram esse  tipo de educação, como a Suécia por exemplo, tem uma grande taxa de aborto entre jovens, de violência sexual,  pois é o estado quem educa e a família não tem o direito de intervir”, afirmou.

A palestra teve duração aproximada de duas horas e contou ainda rápidos depoimentos de deputados e de outros participantes, como jovens estudantes e integrantes de movimentos da Arquidiocese de Brasília.

Fonte: Zenit.org

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Deixe-se trabalhar pelo Senhor

Você deve conhecer a expressão “santo do pau oco”. Deus não se agrada daqueles que tentam enganá-Lo ostentando uma imagem de santidade. O Senhor não se deixa enganar. Os homens veem as aparências; Deus vê o coração. Seus valentes guerreiros precisam ser formados na essência do Evangelho.

O Senhor não se satisfaz com exterioridade, pois Ele abomina os “sepulcros caiados” (cf. Mt 23,27). Por isso quer nos dar um coração novo e um espírito novo e nos formar discípulos segundo o Seu Coração.

E nos diz: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás homicídio; aquele que cometer um homicídio responderá por ele no tribunal” (Mt 5,21).

Os escribas e os fariseus faziam questão de observar precisamente esse mandamento; essa era a lei. Mas Jesus vai muito além. Ele não para na consequência, vai à causa. Não para no homicídio, vai ao coração. Por isso Ele não proíbe apenas o matar, Ele quer nos dar um coração transformado.

Jesus vai ainda mais a fundo:

“Pois eu vos digo: todo aquele que se encolerizar contra seu irmão responderá por isso no tribunal [...]”(Mt 5,22a).

A cólera, a ira e o rancor, nutridos no coração, vão levar-nos a certas atitudes impensadas, até mesmo ao homicídio. A semente está nos sentimentos, e Jesus quer atingir a semente, não apenas as consequências que virão. Ele quer ir ao seu coração e cauterizar a causa: a cólera, a inveja, a ambição, o rancor... E vai além: Ele quer dar-nos um coração semelhante ao d'Ele: um coração manso, humilde, bondoso, paciente, cheio de amor.


"Mudar o coração. Isso não depende só de nosso esforço, e sim da graça de Deus", ensina monsenhor Jonas


Esta é a meta: mudar o coração. Isso não depende só de nosso esforço, e sim da graça de Deus, que quer nos dar um novo coração. O que fazemos é aceitar, cooperar.

Essa mentalidade é oposta à mentalidade do mundo na qual fomos educados. Ensinaram-nos a pagar o mal com o mal, o desaforo com o desaforo, a ofensa com a ofensa. O Senhor quer mudar tudo isso. A tentação havia nos convencido de que esse tipo de santidade não existia. Era utopia, ilusão e não devíamos ser presunçosos a ponto de querer conquistá-la. Mas a grande realidade é que o Senhor quer que cheguemos lá, que passemos além. Ele nos quer no caminho da santidade.

Jesus arremata tudo no final desse capítulo, dizendo-nos:

“Sereis perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celeste” (Mt 5,45).

É uma ordem e uma afirmação ao mesmo tempo. Este é o propósito de Jesus para nós. Só não o conseguiremos se não quisermos, se não cooperarmos.

É como o artista que pega barro e com ele faz coisas maravilhosas: um prato, um vaso, uma estátua. Deus é o artista por excelência. Ele quer pegar o barro que somos nós. Não é o barro que vai dizer o que será feito dele, e sim o artista. Não podemos, como barro, dizer ao Senhor: “Eu não posso, não consigo!” Não somos nós que decidimos. Quem decide o que fazer do barro é o artista. Nossa parte é deixar-nos trabalhar pelo Senhor. Ele decidiu: “Sereis perfeitos”.

Ele quer nos levar além de nossos limites: “Sereis perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”. Minha parte, a sua parte, é deixar-se trabalhar. Entregue-se agora como barro nas mãos do oleiro:

Eu não sou mais do que barro: modela-me, Senhor. Faz deste barro aquilo que Tu queres. Faz-me à Tua imagem. Faz meu coração semelhante ao Teu. Jesus manso, humilde, cheio de amor, de bondade, faz meu coração semelhante ao Teu.
Não passo de barro! Mas quero, com minha liberdade, cooperar Contigo para que esta palavra se realize em minha vida: “Sereis perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”. Eu quero, assim como o Senhor o quer.
Eu Te dou a liberdade de fazer isso, Senhor. Quero cooperar, não quero atrapalhar, não quero impedir.
Faz-me fiel, Senhor. Faz-me santo. Faz-me perfeito.
Muda minha vida. Muda meu coração.




Retirado do livro "Combatentes na Provação" (páginas 43 a 46)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

YOUCAT - O Credo Cristão, um símbolo de fé

http://www.jmjcampinas.org.br/wp-content/uploads/2012/03/simbolos-da-fe.jpg 
Nós seres humanos não procuramos coisas vazias e sem sentido, pois de nada nos serviriam. Por isso “Não cremos em fórmulas, mas na realidade que elas expressam.” (CIC 170). A Igreja recebeu dos apóstolos uma fé viva e real que eles, por sua vez, receberam de Cristo. Fé esta que atravessa gerações com seus símbolos, que nos ajudam a conhecer, expressar e ensinar melhor a verdade que Jesus ensinou. Os símbolos são necessários, pois devido às tantas nações onde a Igreja está presente é preciso, assim como com os primeiros cristãos, que seja mantida a uniformidade da única fé que a Igreja professa e ensina como uma mãe, independente da cultura, região ou tempo. Portanto, para que exista uma confissão comum a todos os crentes é que existem os símbolos, que são definições abreviadas da fé.


Dentre estes símbolos existe o Credo, símbolo dos apóstolos e o Credo Niceno-Constantinopolitano que expressam, de forma resumida mas completa, a fé que a Igreja inteira professa desde a crença no Deus todo poderoso à esperança da vida eterna. O credo nos ensina a crer também no Filho morto e ressuscitado, no Espírito Santo, na Virgem Maria, na Santa Igreja católica, na Comunhão dos Santos, na Remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna.
O credo é professado todo o dia por católicos no mundo inteiro seja na santa missa ou em outras orações como o terço mariano, por exemplo. Mas será que entendemos o aquilo que professamos no credo? Será que as pessoas pelo menos imaginam a força e o peso daquilo que elas falam ou proclamarem que creem? Estamos ainda no ano da fé que foi proclamado por nosso Papa emérito Bento XVI, e nesse tempo é conveniente que professemos mais ainda nossa fé. Mas é importante, também, que a conheçamos, para que possamos viver melhor nossa fé e ensina-la com mais eficácia, pois nenhum professor ensina aquilo que não sabe, ao contrário, é preferível que ele ensine sobre um assunto que ele domine. Assim também nós não podemos ensinar o que não conhecemos.
Hoje não podemos reclamar ou arranjar pretextos para não conhecer ou estudar o Catecismo da Igreja Católica, pois ele é livre para todo e qualquer um que queira estuda-lo. Ele é simples e muito mais agora com o YOUCAT, que traz uma linguagem comum a todos, não só aos jovens, mas aos fiéis de todas as idades, classes e culturas. Nós devemos aproveitar estes presentes da Igreja e, com eles, nos fortalecer, principalmente neste tempo em que o mundo tem se esquecido de Deus e em que tantas coisas se levantam contra nós e contra nossa fé.
Nos próximos posts nós falaremos sobre o Credo, suas partes e significados. Vamos mergulhar no mistério do símbolo dos Apóstolos, de acordo com o que o Catecismo nos proporciona e, assim, entrar cada vez mais no seio da Santa Mãe Igreja que é a esposa do nosso amado Jesus Cristo Senhor.

*Paz e misericórdia!

Já são quase 10 milhões os seguidores do Papa no Tweeter. 4 milhões em espanhol


A conta de Twitter do Papa Francisco " @Pontifex" está quase nos 10 milhões de seguidores. Disse hoje o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais à Rádio Vaticano.
Por outro lado, a página do Twitter em espanhol ultrapassou 4 milhões de seguidores, seguido daquele em inglês, @Pontifex, com mais de 3 milhões. O perfil em língua portuguesa, @Pontifex_pt, reunia mais de 830 mil seguidores.
No total são 9.980.000 seguidores seguidores nas nove contas "@Pontifex": espanhol, Inglês , Italiano, Português , francês, latim, alemão , polonês e árabe, colocado aqui em ordem de acordo com o número de pessoas.
Isto porque, considerou o cardeal, junto com a capacidade de comunicação do Papa Francisco. "Para nós, o importante é isso: é o papa que quer falar com os homens e as mulheres de hoje e com uma linguagem que seja compreensível e amplamente utilizada. Utiliza a linguagem do tweet, que se comunica só com 140 caracteres" .
"Um tweet do Papa – continua mons. Celli – é reenviado pelos seus amigos e de acordo com uma estimativa, podem estar chegando a umas 60 milhões de pessoas”. E conclui: “Também Jesus usava na sua linguagem, por assim dizer a um ‘mini-tuit’: pensemos somente na formulação das bem-aventuranças evangélicas como Bem-aventurados os pobres de espírito".

(Red.T.S)

Fonte: Zenit.org

Oração do Papa Francisco à Sagrada Família





Jesus, Maria e José
a vós, Sagrada Família de Nazaré,
hoje, dirigimos o olhar
com admiração e confiança;
em vós contemplamos
a beleza da comunhão no amor verdadeiro;
a vós confiamos todas as nossas famílias;
para que se renovem nessas maravilhas da graça.

Sagrada Família de Nazaré,
escola atraente do santo Evangelho:
ensina-nos a imitar as tuas virtudes
com uma sábia disciplina espiritual,
doa-nos o olhar claro
que sabe reconhecer a obra da providência
nas realidades cotidianas da vida.

Sagrada Família de Nazaré,
guardiã fiel do mistério da salvação:
faz renascer em nós a estima pelo silêncio,
torna as nossas famílias cenáculo de oração
e transforma-as em pequenas Igrejas domésticas,
renova o desejo de santidade,
sustenta o nobre cansaço do trabalho, da educação,
da escuta, da recíproca compreensão e do perdão.

Sagrada Família de Nazaré,
desperta na nossa sociedade a consciência
do caráter sagrado e inviolável da família,
bem inestimável e insubstituível.
Cada família seja morada acolhedora de bondade e de paz
para as crianças e para os idosos,
para quem está doente e sozinho,
para quem é pobre e necessitado.

Jesus, Maria e José
a vós com confiança rezamos, a vós com alegria nos confiamos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A unidade não é um resultado principalmente do nosso esforço, mas sim da ação do Espírito Santo

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Apresentamos as palavras do Papa Francisco à Federação Luterana Mundial e representantes da Comissão para a Unidade Luterano-Católica.
Queridos irmãos e irmãs luteranos, queridos irmãos católicos,
De bom grado dou as boas-vindas a todos vocês, Delegação da Federação Luterana Mundial e representantes da Comissão para a Unidade Luterano-Católica. Este encontro dá continuidade àquele que, muito cordialmente, eu tive com o senhor, estimado bispo Younan, e com o secretário da Federação Luterana Mundial, reverendo Junge, por ocasião da celebração do início do meu ministério como bispo de Roma.
Com profundo sentimento de gratidão a nosso Senhor Jesus Cristo, eu olho para os muitos passos que as relações entre luteranos e católicos vêm dando nas últimas décadas, não só através do diálogo teológico, mas também da colaboração fraterna em muitas áreas pastorais e, especialmente, no compromisso de avançar no ecumenismo espiritual. Este último, em certo sentido, é a alma de nossa jornada rumo à plena comunhão, e nos permite saborear desde agora alguns frutos, ainda que imperfeitos: na medida em que nos aproximamos com humildade de espírito de nosso Senhor Jesus Cristo, temos a certeza de nos aproximar também entre nós, e, na medida em que clamamos ao Senhor pelo dom da unidade, temos a certeza de que Ele nos pegará pela mão e será o nosso guia. Temos que nos deixar conduzir pela mão de nosso Senhor Jesus Cristo.
Este ano, como resultado do diálogo teológico que já completa cinquenta anos, e tendo em vista a comemoração do quinto centenário da Reforma, foi publicado o texto da Comissão para a Unidade Luterano-Católica, que tem o significativo título "Do conflito à comunhão: a interpretação luterano-católica da Reforma em 2017".
Eu acho realmente importante, para todos, o esforço de se dialogar sobre a realidade histórica da Reforma, sobre as suas consequências e sobre as respostas que foram dadas a ela. Católicos e luteranos podem pedir perdão pelos danos causados ​​por uns contra os outros e pelas culpas cometidas diante de Deus, e, juntos, alegrar-se com o anseio de unidade que o Senhor despertou em nossos corações e que nos faz olhar para frente com esperança.
À luz do caminho das últimas décadas e dos tantos exemplos de comunhão fraterna entre luteranos e católicos, que estamos testemunhando, confortados pela confiança na graça que nos é dada em nosso Senhor Jesus Cristo, eu estou certo de que saberemos continuar a nossa jornada de diálogo e de comunhão, abordando as questões fundamentais e as diferenças que surgem no campo da antropologia e da ética. É claro que existem dificuldades, que exigirão mais paciência, diálogo, compreensão mútua, mas não nos assustemos! Sabemos bem, e quantas vezes Bento XVI nos recordou, que a unidade não é um resultado principalmente do nosso esforço, mas sim da ação do Espírito Santo, a quem devemos abrir o coração com confiança, para que ele nos conduza pelo caminho da reconciliação e da comunhão.
O beato João Paulo II se perguntava: "Como anunciar o evangelho da reconciliação sem ao mesmo tempo comprometer-se com a reconciliação dos cristãos?" (Ut Unum Sint, 98).
Que a oração fiel e constante em nossas comunidades apoie o diálogo teológico, a renovação da vida e a conversão dos corações, de modo que, com a ajuda de Deus Uno e Trino, caminhemos para o cumprimento da vontade do Filho, Jesus Cristo, de que todos sejam um. Obrigado.

Fonte: Zenit.org